Geral

Seguradoras apostam alto em IA, apesar da escassez de talentos, revela Accenture

29/01/2026
7 visualizações
2 min de leitura
AI News
Seguradoras apostam alto em IA, apesar da escassez de talentos, revela Accenture

Uma nova pesquisa global conduzida pela Accenture indica que executivos do setor de seguros estão planejando um aumento significativo nos investimentos em Inteligência Artificial (IA) até 2026. O estudo, intitulado "Pulse of Change", entrevistou 3.650 líderes C-suite em 20 indústrias e países, revelando que 90% dos 218 executivos seniores de seguros consultados pretendem elevar seus gastos com IA nos próximos anos. Essa intenção de investimento maciço ocorre mesmo diante de um desafio crítico: o crescente "skills gap" (lacuna de habilidades) dentro das organizações de seguros. A pesquisa destaca uma contradição onde, apesar da urgência em adotar tecnologias avançadas como IA para otimizar operações, personalizar ofertas e melhorar a experiência do cliente, as empresas ainda lutam para encontrar e reter talentos qualificados capazes de implementar e gerenciar essas soluções. O foco no aumento do investimento em IA sinaliza que as seguradoras veem a tecnologia como um imperativo estratégico incontornável para a sobrevivência e competitividade futura. A aposta é que a IA não apenas automatizará tarefas rotineiras e reduzirá custos, mas também impulsionará inovações disruptivas em subscrição de risco e processamento de sinistros, redefinindo o panorama do setor. A necessidade premente agora é conciliar essa ambição tecnológica com o desenvolvimento urgente de uma força de trabalho apta a capitalizar plenamente o potencial da IA.

Espaço para anúncio

Configure VITE_ADSENSE_CLIENT_ID

Novas pesquisas da Accenture descobriram que executivos de seguros estão planejando aumentar o investimento em Inteligência Artificial (IA) durante 2026, apesar de uma crescente lacuna de habilidades (skills gap) nas organizações de seguros. Pesquisando 3.650 líderes C-suite em mais de 20 indústrias e 20 países, a pesquisa 'Pulse of Change' revelou que 90% dos 218 executivos seniores de seguros pretendem gastar mais em IA. Essa intenção de investimento sublinha a crescente importância estratégica que a IA desempenha no setor de seguros, onde a tecnologia é vista como fundamental para a otimização de processos, personalização de produtos e melhoria da experiência do cliente. O foco na IA é impulsionado pela necessidade de as seguradoras se manterem competitivas em um mercado em rápida evolução. A IA pode transformar áreas críticas como subscrição de risco (underwriting), detecção de fraudes e processamento de sinistros (claims processing), tornando as operações mais eficientes e precisas. Muitos executivos veem a IA, incluindo modelos de machine learning e grandes modelos de linguagem (LLMs), como a chave para desbloquear novas eficiências operacionais e capacidades de análise de dados que antes eram inatingíveis. No entanto, o entusiasmo pelo investimento é temperado pela preocupação com a falta de talentos especializados. O relatório da Accenture sugere que, embora as seguradoras estejam dispostas a alocar capital significativo para a tecnologia, elas enfrentam dificuldades em recrutar e treinar profissionais com as competências necessárias em ciência de dados, engenharia de IA e ética em IA. Essa disparidade entre a ambição tecnológica e a capacidade de execução representa um risco significativo para a concretização dos benefícios esperados dos investimentos. Apesar do desafio do skills gap, a decisão de 90% dos líderes de seguros de aumentar os gastos com IA demonstra que a adoção da IA não é mais opcional, mas sim um imperativo de negócios. As seguradoras estão 'apostando alto' que os benefícios a longo prazo da automação e da análise preditiva superarão os obstáculos atuais de aquisição de talentos. A pesquisa da Accenture serve como um indicador claro de que o setor de seguros está entrando em uma fase de transformação digital acelerada, com a IA no centro de suas estratégias futuras.

💡Nossa Análise

A notícia sobre o aumento dos investimentos em IA pelas seguradoras globais, apesar da escassez de talentos, ressoa de forma particular no Brasil. Nosso mercado de seguros, embora robusto, ainda possui um grande potencial de digitalização e otimização. Empresas brasileiras do setor, de grandes players a insurtechs emergentes, serão diretamente impactadas por essa tendência global. A corrida por talentos em IA, já acirrada, intensificar-se-á, exigindo das seguradoras locais um esforço redobrado na formação e retenção de profissionais. Para o profissional brasileiro de tecnologia, isso significa um mercado aquecido e com alta demanda por habilidades em IA, machine learning e análise de dados, mas também a necessidade de constante atualização para se manter competitivo frente à velocidade das inovações. Criticamente, essa aposta maciça em IA no setor de seguros oferece oportunidades sem precedentes para a inovação de produtos e serviços, como a precificação de riscos mais granular, a detecção de fraudes em tempo real e a personalização extrema da experiência do cliente. Contudo, o "skills gap" não é apenas um desafio operacional; é um gargalo estratégico que pode minar o retorno desses investimentos. No Brasil, essa lacuna é ainda mais pronunciada, demandando programas de requalificação (reskilling) e a criação de ecossistemas de inovação que conectem universidades, startups e o setor corporativo. Além disso, a implementação de IA no seguro levanta questões éticas e regulatórias importantes, como a transparência dos algoritmos e a privacidade dos dados, que precisarão ser endereçadas com urgência para garantir a confiança do consumidor. Para o futuro da IA, essa tendência no setor de seguros sinaliza uma maturidade crescente da tecnologia e sua inevitabilidade como pilar estratégico em indústrias reguladas e intensivas em dados. Veremos uma aceleração na demanda por soluções de IA "prontas para uso" e plataformas de IA que minimizem a dependência de equipes altamente especializadas, democratizando o acesso à tecnologia. Além disso, a pressão por talentos impulsionará o desenvolvimento de novas metodologias de ensino e a valorização de profissionais com competências híbridas – que combinem conhecimento de negócios com expertise em IA. O desafio será transformar a ambição de investimento em resultados tangíveis, superando a barreira humana e garantindo que a IA seja utilizada de forma ética e responsável para gerar valor real para seguradoras e segurados.

Espaço para anúncio

Configure VITE_ADSENSE_CLIENT_ID

Leia Também

Implantação de IA em serviços financeiros atinge ponto de inflexão com Cingapura liderando a produção

Implantação de IA em serviços financeiros atinge ponto de inflexão com Cingapura liderando a produção

A inteligência artificial (IA) alcançou um marco significativo no setor de serviços financeiros, com uma pesquisa recente da Finastra revelando que apenas 2% das instituições globais não utilizam IA de forma alguma. Este dado sublinha uma transição decisiva da IA de meras discussões de diretoria para uma realidade operacional concreta, indicando que a tecnologia está agora firmemente enraizada nas estratégias e operações do setor. O estudo, que entrevistou 1.509 líderes seniores em 11 mercados, destaca Cingapura como o principal catalisador dessa mudança. As instituições financeiras cingapurianas estão na vanguarda da adoção e implementação de soluções de IA, demonstrando um avanço notável em comparação com outras regiões. Essa liderança sugere que Cingapura pode servir como um modelo para a integração bem-sucedida de IA em larga escala no setor financeiro global, impulsionando a eficiência, a inovação e a competitividade.

13 de fev. de 2026
3 visualizações
IA Agente Impulsiona ROI Financeiro na Automação de Contas a Pagar

IA Agente Impulsiona ROI Financeiro na Automação de Contas a Pagar

Líderes financeiros estão alcançando um retorno sobre o investimento (ROI) significativo ao implementar IA Agente (Agentic AI) na automação de contas a pagar. Essa tecnologia transforma tarefas manuais em fluxos de trabalho autônomos, superando o desempenho de projetos de IA mais gerais. Enquanto o ROI médio para projetos de IA em geral subiu para 67% no ano passado, os agentes autônomos demonstraram um ROI ainda maior, de 80%, ao gerenciar processos complexos sem a necessidade de intervenção humana contínua. Essa diferença notável no retorno financeiro destaca o potencial da IA Agente para revolucionar as operações financeiras. Ao permitir que sistemas de IA executem tarefas de ponta a ponta, desde a recepção de faturas até o processamento e aprovação de pagamentos, as empresas podem otimizar a eficiência, reduzir erros e liberar equipes financeiras para atividades mais estratégicas. A adoção de IA Agente representa uma evolução na automação, prometendo maior autonomia e valor agregado para o setor financeiro.

13 de fev. de 2026
8 visualizações
Como a e& está usando RH para integrar IA nas operações empresariais

Como a e& está usando RH para integrar IA nas operações empresariais

Para muitas empresas, o verdadeiro desafio inicial da inteligência artificial não reside em produtos voltados para o cliente ou demonstrações de automação chamativas, mas sim na otimização dos processos internos que sustentam a organização. O departamento de Recursos Humanos (RH), caracterizado por fluxos de trabalho rotineiros, requisitos de conformidade rigorosos e um vasto volume de dados estruturados, está se destacando como uma das primeiras áreas onde as companhias estão implementando a IA de forma prática e estratégica. Essa abordagem permite que a IA comece a demonstrar seu valor em ambientes controlados e com impacto direto na eficiência operacional. A e&, uma gigante da tecnologia e telecomunicações, é um exemplo proeminente dessa tendência. A empresa está utilizando o RH como um campo de testes crucial para integrar a IA em suas operações empresariais mais amplas. Ao automatizar tarefas repetitivas, otimizar a gestão de talentos e aprimorar a tomada de decisões baseada em dados no RH, a e& não apenas melhora a eficiência interna, mas também estabelece um modelo para a adoção da IA em outros departamentos. Este movimento estratégico visa aprimorar a experiência do funcionário, liberar tempo para atividades mais estratégicas e garantir a conformidade, ao mesmo tempo em que prepara a organização para uma transformação digital mais abrangente e impulsionada pela IA.

13 de fev. de 2026
3 visualizações
Implementando IA Financeira Agente para ROI de Negócios Imediato

Implementando IA Financeira Agente para ROI de Negócios Imediato

A inteligência artificial financeira agente (agentic finance AI) tem o potencial de otimizar significativamente a eficiência e o Retorno sobre o Investimento (ROI) em negócios, mas sua implementação bem-sucedida depende criticamente de uma governança rigorosa e da definição de metas claras de ROI. Uma pesquisa recente conduzida pela FT Longitude, que envolveu 200 líderes financeiros nos EUA, Reino Unido, França e Alemanha, revelou que a maioria, 61%, tem utilizado agentes de IA apenas em caráter experimental. Esse cenário aponta para uma lacuna entre o potencial da tecnologia e sua aplicação estratégica. Um dado preocupante da pesquisa é que um em cada quatro executivos admitiu não possuir uma compreensão clara de como medir o ROI de suas iniciativas de IA. Essa falta de métricas e objetivos definidos pode ser um dos principais entraves para a adoção em larga escala e para a obtenção de benefícios tangíveis. Para que a IA financeira agente transcenda o estágio experimental e gere valor real, é imperativo que as empresas estabeleçam estruturas de governança robustas, definam KPIs (Key Performance Indicators) claros e alinhem a tecnologia com os objetivos estratégicos do negócio. Apenas assim será possível transformar experimentos em soluções que impulsionam o desempenho financeiro.

24 de fev. de 2026
6 visualizações

Compartilhar Artigo

O que você achou deste artigo?

Comentários (0)

Seus comentários serão moderados antes de aparecerem publicamente.

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!