Seguradoras apostam alto em IA, apesar da escassez de talentos, revela Accenture
Uma nova pesquisa global conduzida pela Accenture indica que executivos do setor de seguros estão planejando um aumento significativo nos investimentos em Inteligência Artificial (IA) até 2026. O estudo, intitulado "Pulse of Change", entrevistou 3.650 líderes C-suite em 20 indústrias e países, revelando que 90% dos 218 executivos seniores de seguros consultados pretendem elevar seus gastos com IA nos próximos anos. Essa intenção de investimento maciço ocorre mesmo diante de um desafio crítico: o crescente "skills gap" (lacuna de habilidades) dentro das organizações de seguros. A pesquisa destaca uma contradição onde, apesar da urgência em adotar tecnologias avançadas como IA para otimizar operações, personalizar ofertas e melhorar a experiência do cliente, as empresas ainda lutam para encontrar e reter talentos qualificados capazes de implementar e gerenciar essas soluções. O foco no aumento do investimento em IA sinaliza que as seguradoras veem a tecnologia como um imperativo estratégico incontornável para a sobrevivência e competitividade futura. A aposta é que a IA não apenas automatizará tarefas rotineiras e reduzirá custos, mas também impulsionará inovações disruptivas em subscrição de risco e processamento de sinistros, redefinindo o panorama do setor. A necessidade premente agora é conciliar essa ambição tecnológica com o desenvolvimento urgente de uma força de trabalho apta a capitalizar plenamente o potencial da IA.
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Implantação de IA em serviços financeiros atinge ponto de inflexão com Cingapura liderando a produção
A inteligência artificial (IA) alcançou um marco significativo no setor de serviços financeiros, com uma pesquisa recente da Finastra revelando que apenas 2% das instituições globais não utilizam IA de forma alguma. Este dado sublinha uma transição decisiva da IA de meras discussões de diretoria para uma realidade operacional concreta, indicando que a tecnologia está agora firmemente enraizada nas estratégias e operações do setor. O estudo, que entrevistou 1.509 líderes seniores em 11 mercados, destaca Cingapura como o principal catalisador dessa mudança. As instituições financeiras cingapurianas estão na vanguarda da adoção e implementação de soluções de IA, demonstrando um avanço notável em comparação com outras regiões. Essa liderança sugere que Cingapura pode servir como um modelo para a integração bem-sucedida de IA em larga escala no setor financeiro global, impulsionando a eficiência, a inovação e a competitividade.

IA Agente Impulsiona ROI Financeiro na Automação de Contas a Pagar
Líderes financeiros estão alcançando um retorno sobre o investimento (ROI) significativo ao implementar IA Agente (Agentic AI) na automação de contas a pagar. Essa tecnologia transforma tarefas manuais em fluxos de trabalho autônomos, superando o desempenho de projetos de IA mais gerais. Enquanto o ROI médio para projetos de IA em geral subiu para 67% no ano passado, os agentes autônomos demonstraram um ROI ainda maior, de 80%, ao gerenciar processos complexos sem a necessidade de intervenção humana contínua. Essa diferença notável no retorno financeiro destaca o potencial da IA Agente para revolucionar as operações financeiras. Ao permitir que sistemas de IA executem tarefas de ponta a ponta, desde a recepção de faturas até o processamento e aprovação de pagamentos, as empresas podem otimizar a eficiência, reduzir erros e liberar equipes financeiras para atividades mais estratégicas. A adoção de IA Agente representa uma evolução na automação, prometendo maior autonomia e valor agregado para o setor financeiro.

Como a e& está usando RH para integrar IA nas operações empresariais
Para muitas empresas, o verdadeiro desafio inicial da inteligência artificial não reside em produtos voltados para o cliente ou demonstrações de automação chamativas, mas sim na otimização dos processos internos que sustentam a organização. O departamento de Recursos Humanos (RH), caracterizado por fluxos de trabalho rotineiros, requisitos de conformidade rigorosos e um vasto volume de dados estruturados, está se destacando como uma das primeiras áreas onde as companhias estão implementando a IA de forma prática e estratégica. Essa abordagem permite que a IA comece a demonstrar seu valor em ambientes controlados e com impacto direto na eficiência operacional. A e&, uma gigante da tecnologia e telecomunicações, é um exemplo proeminente dessa tendência. A empresa está utilizando o RH como um campo de testes crucial para integrar a IA em suas operações empresariais mais amplas. Ao automatizar tarefas repetitivas, otimizar a gestão de talentos e aprimorar a tomada de decisões baseada em dados no RH, a e& não apenas melhora a eficiência interna, mas também estabelece um modelo para a adoção da IA em outros departamentos. Este movimento estratégico visa aprimorar a experiência do funcionário, liberar tempo para atividades mais estratégicas e garantir a conformidade, ao mesmo tempo em que prepara a organização para uma transformação digital mais abrangente e impulsionada pela IA.
Implementando IA Financeira Agente para ROI de Negócios Imediato
A inteligência artificial financeira agente (agentic finance AI) tem o potencial de otimizar significativamente a eficiência e o Retorno sobre o Investimento (ROI) em negócios, mas sua implementação bem-sucedida depende criticamente de uma governança rigorosa e da definição de metas claras de ROI. Uma pesquisa recente conduzida pela FT Longitude, que envolveu 200 líderes financeiros nos EUA, Reino Unido, França e Alemanha, revelou que a maioria, 61%, tem utilizado agentes de IA apenas em caráter experimental. Esse cenário aponta para uma lacuna entre o potencial da tecnologia e sua aplicação estratégica. Um dado preocupante da pesquisa é que um em cada quatro executivos admitiu não possuir uma compreensão clara de como medir o ROI de suas iniciativas de IA. Essa falta de métricas e objetivos definidos pode ser um dos principais entraves para a adoção em larga escala e para a obtenção de benefícios tangíveis. Para que a IA financeira agente transcenda o estágio experimental e gere valor real, é imperativo que as empresas estabeleçam estruturas de governança robustas, definam KPIs (Key Performance Indicators) claros e alinhem a tecnologia com os objetivos estratégicos do negócio. Apenas assim será possível transformar experimentos em soluções que impulsionam o desempenho financeiro.
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