Ronnie Sheth, CEO do SENEN Group: Por que é hora da IA empresarial se tornar 'prática'

Ronnie Sheth, CEO do SENEN Group, enfatiza a necessidade de a Inteligência Artificial (IA) empresarial se tornar mais prática e focada em resultados tangíveis. Ele destaca que, antes de embarcar em qualquer iniciativa de IA, as empresas devem priorizar a qualidade dos seus dados, citando estimativas da Gartner de que dados de má qualidade custam às organizações uma média de US$ 12,9 milhões anualmente em recursos desperdiçados e oportunidades perdidas. A fundação para uma IA eficaz reside em dados limpos e bem estruturados, sem os quais os projetos de IA estão fadados ao fracasso ou a resultados insatisfatórios. Sheth argumenta que o hype em torno da IA generativa e dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) deve ser equilibrado com uma abordagem pragmática. Embora essas tecnologias ofereçam um potencial imenso, as empresas precisam identificar casos de uso específicos e de alto valor que possam ser implementados com sucesso. Ele sugere que focar em problemas de negócios claros e mensuráveis, em vez de perseguir a tecnologia pela tecnologia, é crucial para o retorno sobre o investimento. A transição de experimentos para soluções de IA em escala exige uma estratégia clara, governança de dados robusta e uma cultura organizacional que abrace a inovação de forma responsável. Em suma, a mensagem principal é que, para que a IA empresarial realmente decole e entregue valor, as organizações devem primeiro arrumar a casa em termos de dados, depois identificar aplicações práticas e focadas em resultados, e finalmente, construir uma base sólida para a implementação e escalabilidade. A era da experimentação pura está dando lugar à era da aplicação prática e estratégica da IA.
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CEO da Newsweek, Dev Pragad, alerta editoras: adaptem-se à medida que a IA se torna portal de notícias
Dev Pragad, CEO da Newsweek, alerta as editoras sobre a mudança fundamental na relação entre jornalismo e público, impulsionada pela ascensão da inteligência artificial. Com plataformas de IA e interfaces conversacionais cada vez mais mediando o acesso das pessoas às notícias, a forma como as audiências descobrem e confiam na informação está sendo redefinida, muitas vezes antes mesmo de visitarem o site de uma editora. Essa transformação exige que as empresas de mídia repensem suas estratégias para permanecerem relevantes e acessíveis em um cenário dominado pela IA. Pragad enfatiza que, embora a IA possa representar um desafio, ela também oferece oportunidades significativas para o jornalismo. Ele sugere que as editoras devem se concentrar em produzir conteúdo de alta qualidade e com autoridade, que se destaque em meio ao ruído gerado pela IA. Além disso, é crucial que as organizações de notícias colaborem com desenvolvedores de IA para garantir que o jornalismo ético e factual seja priorizado nos algoritmos e modelos de IA. A adaptação não é apenas sobre tecnologia, mas sobre a reavaliação do valor e da entrega do jornalismo na era da IA.
Implementando IA Financeira Agente para ROI de Negócios Imediato
A inteligência artificial financeira agente (agentic finance AI) tem o potencial de otimizar significativamente a eficiência e o Retorno sobre o Investimento (ROI) em negócios, mas sua implementação bem-sucedida depende criticamente de uma governança rigorosa e da definição de metas claras de ROI. Uma pesquisa recente conduzida pela FT Longitude, que envolveu 200 líderes financeiros nos EUA, Reino Unido, França e Alemanha, revelou que a maioria, 61%, tem utilizado agentes de IA apenas em caráter experimental. Esse cenário aponta para uma lacuna entre o potencial da tecnologia e sua aplicação estratégica. Um dado preocupante da pesquisa é que um em cada quatro executivos admitiu não possuir uma compreensão clara de como medir o ROI de suas iniciativas de IA. Essa falta de métricas e objetivos definidos pode ser um dos principais entraves para a adoção em larga escala e para a obtenção de benefícios tangíveis. Para que a IA financeira agente transcenda o estágio experimental e gere valor real, é imperativo que as empresas estabeleçam estruturas de governança robustas, definam KPIs (Key Performance Indicators) claros e alinhem a tecnologia com os objetivos estratégicos do negócio. Apenas assim será possível transformar experimentos em soluções que impulsionam o desempenho financeiro.

Como a e& está usando RH para integrar IA nas operações empresariais
Para muitas empresas, o verdadeiro desafio inicial da inteligência artificial não reside em produtos voltados para o cliente ou demonstrações de automação chamativas, mas sim na otimização dos processos internos que sustentam a organização. O departamento de Recursos Humanos (RH), caracterizado por fluxos de trabalho rotineiros, requisitos de conformidade rigorosos e um vasto volume de dados estruturados, está se destacando como uma das primeiras áreas onde as companhias estão implementando a IA de forma prática e estratégica. Essa abordagem permite que a IA comece a demonstrar seu valor em ambientes controlados e com impacto direto na eficiência operacional. A e&, uma gigante da tecnologia e telecomunicações, é um exemplo proeminente dessa tendência. A empresa está utilizando o RH como um campo de testes crucial para integrar a IA em suas operações empresariais mais amplas. Ao automatizar tarefas repetitivas, otimizar a gestão de talentos e aprimorar a tomada de decisões baseada em dados no RH, a e& não apenas melhora a eficiência interna, mas também estabelece um modelo para a adoção da IA em outros departamentos. Este movimento estratégico visa aprimorar a experiência do funcionário, liberar tempo para atividades mais estratégicas e garantir a conformidade, ao mesmo tempo em que prepara a organização para uma transformação digital mais abrangente e impulsionada pela IA.
Como nuvens desconectadas aprimoram a governança de dados de IA
À medida que as empresas enfrentam expectativas regulatórias mais rigorosas e a necessidade de garantir a continuidade operacional em ambientes isolados, as nuvens desconectadas emergem como uma solução crucial para aprimorar a governança de dados de Inteligência Artificial. Essas infraestruturas, projetadas para operar sem acesso contínuo à internet, são particularmente relevantes para setores regulados e entidades do setor público que não podem depender de conectividade externa constante. A adoção de nuvens desconectadas permite que as organizações mantenham o controle estrito sobre seus dados de IA, garantindo conformidade e segurança, mesmo em locais com conectividade limitada ou inexistente. Este modelo de infraestrutura aborda desafios únicos enfrentados por instalações onde dependências externas são inaceitáveis, como em operações militares, plataformas de petróleo ou instalações de pesquisa sensíveis. A Microsoft, por exemplo, expandiu suas capacidades para atender a essas necessidades, permitindo que indústrias reguladas e o setor público implementem soluções de IA com governança de dados robusta, sem comprometer a segurança ou a conformidade. Ao isolar os dados e os modelos de IA, as nuvens desconectadas minimizam os riscos de vazamentos e acessos não autorizados, fortalecendo a confiança no uso da IA em cenários críticos. O artigo original, que detalha essas vantagens, foi inicialmente publicado no AI News, destacando a crescente importância dessa abordagem no cenário tecnológico atual.
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